Este estudo trata das interpretações alegóricas relacionadas ao tema do santuário descrito na Bíblia, buscando mostrar algo de suas causas, ocorrências e implicações. Adotando como metodologia de pesquisa a revisão bibliográfica e de abordagem o viés bíblico-historicista-canônico, o texto começa tratando das origens e características da alegoria e sua configuração enquanto método de interpretação oposto às reivindicações bíblicas de literalidade e historicidade. Em seguida passa a evidenciar, por amostragem, as ocorrências de alegorização do santuário mais notórias no meio adventista e fora dele, sinalizando a convergência de suas impropriedades interpretativas em termos de “espiritualização”, embora reconhecendo que o ecletismo em que são formuladas não permite sua classificação precisa. Por fim, destaca as principais implicações dessa perspectiva e prática, lembrando seus resultados hermenêuticos e teológicos quanto ao sistema doutrinário Adventista do Sétimo Dia, com impacto direto no senso de identidade, unidade e missão do povo remanescente.